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Calor que mata, voo que polui: a Copa de 2026 testa os limites do planeta
Copa do Mundo de 2026: um teste de resistência humana e ambiental em um planeta sob aquecimento, com impactos sem precedentes.
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A Copa do Mundo de 2026, com um formato expandido para 48 seleções e distribuída por três países (EUA, Canadá e México), representa um desafio ambiental significativo e um teste para a saúde humana devido às crescentes ondas de calor. Relatos internacionais indicam que o torneio será impactado por temperaturas significativamente mais altas do que copas anteriores. A temperatura média subiu 1,3°F desde a última Copa nos EUA em 1994, e o calor extremo em junho e julho triplicou nas cidades-sede, elevando o risco para atletas e torcedores. Especialistas, citados pelo New York Times e Guardian, alertam para as condições de bulbo úmido, um índice que combina calor, umidade, sol e vento, estimando que um quarto das 104 partidas podem ser jogadas em condições de risco ou até mesmo inseguras (acima de 28°C no índice). Essas condições podem desacelerar os jogos, reduzir sprints e aumentar a chance de problemas de saúde, levando a pedidos de pausas mais longas e refrigeração agressiva. Torcedores fora dos estádios climatizados também estão expostos a riscos. Outro ponto crítico é a altitude em cidades como a Cidade do México, que pode afetar a aclimatação dos jogadores. Além do calor, a pegada de carbono da Copa de 2026 é uma preocupação enorme. Estimativas apontam para 7,8 milhões de toneladas de CO₂, mais que o dobro do torneio no Catar em 2022. Cerca de 87% dessas emissões vêm de viagens aéreas, devido às grandes distâncias entre as 16 cidades-sede e os países envolvidos. Críticos apontam que, apesar das iniciativas ambientais divulgadas pela Fifa, como o uso de estádios existentes e incentivo ao transporte público, a entidade não estabeleceu metas claras de redução de carbono para esta Copa, contradizendo seu compromisso da COP26 de cortar emissões pela metade até 2030. Adici
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